Domingo, Setembro 19, 2021

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Um vilão chamado "Automatismo"


Autor: Thiago Muniz

 

A rotina do trabalho gera o 'Automatismo'?

Não!

A questão que precisa ser analisada como profundidade são os vários conceitos criados de 'felicidade e rotina no trabalho'. Outro fator a ser discutido é, o quanto foi permitido dia-dia, o atrofiamento da propriedade criativa da mente humana.

É nítido ver a expressão de angústia de muitos quando houvem a palavra 'rotina'. Uma certa sombra vampírica que lhe assombra, originada de associações de um passado possivelmente alimentado por desoladoras experiências: "...minha irmã adoeceu devida a rotina desgastante e tóxica onde trabalhava","ouvi durante décadas meu pai dizer que não suportava mais a rotina entediante do seu trabalho", "a frase 'rotina mata' foi constante em minha vida"...

Absorvermos as experiências do nosso entorno social. Homeopaticamente fomos conduzidos a criar uma ideologia de trabalho, algumas positivas, porém milhares sofrem com uma herança de um passado que sangrou a ideia de 'felicidade no trabalho' e hoje temos uma geração de novas cabeças que interpretam a rotina de trabalho como um calvário de sofrimento. Culturalmente o trabalho está mais associado a obrigação do que uma realização prazerosa. Lamentável em pleno Séc. XXI há muitos empresas que reforçam essa herança cultural do trabalho, dificultando a oxigenação da vida criativa e a sustentabilidade dos valores humanos. Não obstante, algumas organizações focadas em pessoas, estão avançando de forma admirável no conceito de gestão de talentos. Há esperança!


Voltando ao assunto 'rotina', o 'automatismo' no trabalho está mais ligado com a forma com que lidamos com esta, do que ela propriamente dita. Mas não é só isso, é preciso ir muito além, trazendo à tona, o tema sobre "permissão", ou seja, "o que permito o que não permito?".

 Devo perguntar a mim mesmo:

 Estou permitindo que a rotina,

se transforme em um fantasma do tédio

me induzindo a passividade?


Somos protagonistas de nossa evolução,

quando ficamos demais na plateia,

permitimos gradativamente desconectar

de nossa essência divina criadora.

 

Será mesmo que tudo que, perdemos paixão de fazer, é que é realmente temos que "partir para outra"?

É possível que felicidade não seja algo pronto, mas sim, a magia de descobrir todos os dias os meios para agregar valor nas pequenas ações. É aí que entra a necessidade de resignificar as coisas em nossas mentes. Não se pode afirmar que não há mais paixão no que se faz no trabalho, se foi criado um conceito ilusório do que é paixão e do que é necessário para manter essa chama acesa. Esse cenário fica mais complexo de se resolver, quando há ausência de um propósito maior em tudo que se faz.

Quando a mente se prendeu em algum tipo de automatismo, é possível que estamos sustentando a ilusão de que essa 'chama' - a paixão -, ninguém e nada pode ameaçá-la e que não somos responsáveis por sua manutenção.

Esse pequeno texto foi apenas para iniciar uma reflexão. É claro que está longe de ter trazido à tona os variados fatores que envolvem o 'automatismo' no trabalho e na vida.

  E para provocar um pouco mais,

será que a maior ameaça

pode estar vindo de nós mesmos

e não do mundo lá fora? 


Até a próxima!

Thiago Muniz

 

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Thiago Muniz
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